Isso é o que se pode chamar de ogrice politicamente correta. Um site inteiro dedicado a defender que façamos xixi no banho. E não é uma página tosca, feita num formato pré-pronto de blog. O site é do projeto SOS Mata Atlântica, com produção gráfica de bom gosto e moderninha.
Eu recomendo a visita: http://www.xixinobanho.org.br/
sábado, maio 23, 2009
domingo, janeiro 11, 2009
A lua me deixou irascível
Meu horóscopo hoje falava pra eu tomar cuidado pra não ficar irascível por causa da lua cheia! Já ouvi a palavra, mas não sabia o significado. Lá fui eu pro dicionário. Gostei mesmo foi dos sinônimos: abespinhadiço, agastadiço, anojadiço, árdego, arrufadiço, arupanado, assanhadiço, assomadiço, assomado, atrabiliário, atrabilioso, azougado, bilioso, buzina, cavaquista, colérico, conflituoso, enfadadiço, enfezado, fosfórico, genioso, genista, irável, irritadiço, irritável, neurastênico, pururuca, quizilento, tomadiço, torvo, violento, zangadiço.
Pururuca pra mim é um jeito de preparar o leitão... Então, se me encontrar por aí e eu estiver abespinhadiça, já sabe: a culpa é da lua cheia. Aúúúúúú!
Pururuca pra mim é um jeito de preparar o leitão... Então, se me encontrar por aí e eu estiver abespinhadiça, já sabe: a culpa é da lua cheia. Aúúúúúú!
terça-feira, junho 10, 2008
Pum!
O pum do outro é sempre mais fedido do que o nosso. Ou em outras palavras: o cheiro do nosso pum é, em geral, mais suportável do que o dos outros. Há até quem goste, se enfia debaixo da coberta pra ficar se deliciando. Não sei porque, depois de soltar um leve, pequeno e cheiroso punzinho me veio esse pensamento. Somos ensinados a não gostar desse cheiro desde criança. Quando um bebê solta um pum, falamos em tom de brincadeira: “eca!”. Começa aí a educação olfativa. Sem estímulo, os bebês não reclamam do fedor. Nós é que ensinamos o que é cheiroso e o que é fedido. Me pergunto se não seria mais fácil ensinar que este ventinho humano deve ser apreciado. Assim, poderíamos soltar nossos puns livremente. Ou até quem sabe nos vangloriar do perfume de nossas flatulências. Ou alguém já ouviu falar de alguma pesquisa que diga ser saudável prender o pum? Com sua licença, eu solto mesmo. E continuo querendo ser lady.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Poeminha para uma cidadezona
Ê, Brasília
Ovo de codorna
Cidadezinha
Terra de ninguém
Cidadona
Filhos da mãe
Cidadezona
Um deserto
Do mar longe
Do céu perto
Ê, Brasília
Singular e plural
Capital e interior
Letrada, iletrada
Passado, futuro
Mato e concreto
Poder sem pudor
Ódio e amor
Brasília
- Ame-a ou deixe-a
Ê, Brasília
Palácios e miséria
Sol e chuva
Luxo e lixo
Tudo perto
Tudo longe
Ê, Brasília
Gente, tanta gente
Goiano, catarinense, baiano
Argentino, canadense, palestino
Oriente, Ocidente
Gente de toda parte
Brasília é arte
É verso e prosa
É verbo e verba
Eita Brasília
De curvas e retas
De quadras e quadros
De eixos e blocos
De siglas e números
Aqui motorista pára na faixa
- Na passarela a cidadania
Aqui ninguém dá boa noite
Nem boa tarde, nem bom dia.
- Brasília é uma cidade fria
Aqui ninguém buzina
Aqui não tem esquina
Não tem menina na janela
Não tem bairro, não tem rua
- Brasília é uma cidade nua
Numa casa chove
Na outra faz sol
Numa hora faz frio
Na outra faz calor
- E a chuva que não vem!
- E essa chuva que não pára!
Brasília
Avião que não voa
Tesoura que não corta
Balão que não sobe
Pardal que não canta
Sexo, droga, rock'n'roll
Ê, Brasília
Um céu que é mar
Coração do Brasil
Provinciana, cosmopolita
Cartesiana, bonita
Traço do arquiteto
Obra de sonhador
Estética futurista
Concretista
Pós-modernista
Brasília
Linda até no nome
Palavra feminina
Brasília é Brasil no feminino
Cidade com nome de mulher
Corpo de avião
Asas para voar
Ê, Brasília!
Autor: Marcelo Torres, jornalista, baiano, radicado em Brasília
Ovo de codorna
Cidadezinha
Terra de ninguém
Cidadona
Filhos da mãe
Cidadezona
Um deserto
Do mar longe
Do céu perto
Ê, Brasília
Singular e plural
Capital e interior
Letrada, iletrada
Passado, futuro
Mato e concreto
Poder sem pudor
Ódio e amor
Brasília
- Ame-a ou deixe-a
Ê, Brasília
Palácios e miséria
Sol e chuva
Luxo e lixo
Tudo perto
Tudo longe
Ê, Brasília
Gente, tanta gente
Goiano, catarinense, baiano
Argentino, canadense, palestino
Oriente, Ocidente
Gente de toda parte
Brasília é arte
É verso e prosa
É verbo e verba
Eita Brasília
De curvas e retas
De quadras e quadros
De eixos e blocos
De siglas e números
Aqui motorista pára na faixa
- Na passarela a cidadania
Aqui ninguém dá boa noite
Nem boa tarde, nem bom dia.
- Brasília é uma cidade fria
Aqui ninguém buzina
Aqui não tem esquina
Não tem menina na janela
Não tem bairro, não tem rua
- Brasília é uma cidade nua
Numa casa chove
Na outra faz sol
Numa hora faz frio
Na outra faz calor
- E a chuva que não vem!
- E essa chuva que não pára!
Brasília
Avião que não voa
Tesoura que não corta
Balão que não sobe
Pardal que não canta
Sexo, droga, rock'n'roll
Ê, Brasília
Um céu que é mar
Coração do Brasil
Provinciana, cosmopolita
Cartesiana, bonita
Traço do arquiteto
Obra de sonhador
Estética futurista
Concretista
Pós-modernista
Brasília
Linda até no nome
Palavra feminina
Brasília é Brasil no feminino
Cidade com nome de mulher
Corpo de avião
Asas para voar
Ê, Brasília!
Autor: Marcelo Torres, jornalista, baiano, radicado em Brasília
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