Por incrível que pareça tenho amigas que sabem se comportar muito bem. Acho que a campeã delas é a que está fazendo Rio Branco. Ela sempre foi muito mais educada do que eu, desde a faculdade.
Não sabia (também nunca tinha pensado a respeito) que o curso do Rio Branco inclui aula de etiqueta. E ela está mais atenta a esses detalhes do que nunca. Fui à casa dela outro dia e tinha até guardanapo de pano, na hora do lanche. Eu, claro, não costumo usar. A não ser que esteja em um restaurante fino (o que raramente acontece).
O guardanapo de pano tem me perseguido, ultimamente. Nunca gostei do bendito, talvez porque ele nunca tenha estado presente nas minhas refeições. A não ser ao lado do meu pai, que sempre disse que guardanapo de papel parece papel higiênico. E como a boca dele não é b... Quando não tinha guardanapo de pano, ele limpava na ponta da toalha. Muito chique.
Mas a verdade é que, como nunca usei, acho muito estranho colocar o tal no colo. Dizem que serve pra proteger a roupa, mas dificilmente deixo algo cair no colo. O mais comum, quando acontece, é cair no braço ou no peito mesmo. Mas usar o guardanapo no pescoço nem pensar, né?
No restaurante do meu trabalho também tem guardanapo de pano. Fora de casa acho mais estranho ainda ter que usá-lo pra limpar a boca, ou melhor, o cantinho da boca. Fico pensando se lavaram bem depois que outra pessoa usou. Prefiro os de papel. O mais curioso é que o restaurante do trabalho é um self service simples. Aqueles guardanapos de pano não combinam nada, nada com o lugar.
Na casa da minha amiga, fiz o que geralmente faço, deixei o guardanapo lá, esquecido em cima da mesa. Só usei pra limpar os dedos quando melei de geléia... As outras duas amigas usaram, como manda o figurino.
A minha amiga comentou, com pesar, que não consegue usar o garfo com a mão esquerda. As outras duas estranharam, fazem isso naturalmente: cortam a comida com a faca na mão direita e depois trocam o talher de mãos. Nossa, que trabalheira! Acho que nunca vou aprender a fazer isso. A minha amiga diplomata, com certeza, sim!
Mas deram uma dica legal, que provavelmente não vou lembrar quando precisar. Em coquetéis, o ideal é segurar o copo com a mão esquerda. Assim, quando forem te cumprimentar, a mão direita (a que geralmente usamos) estará seca. Realmente, é muito chato ter que secar a mão, enquanto a outra pessoa está lá com a mão estendida, esperando. Dá vontade de dizer: "Fique tranqüilo que a mão não tá suja, é só água!"
Depois de toda essa conversa, perguntei se ela vai continuar me convidando quando estiver trabalhando como diplomata. Bem, só o tempo dirá. Claro que etiqueta não foi o único assunto do chá das cinco. Porque, senão, que diabos eu estaria fazendo ali?!
quinta-feira, janeiro 11, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Carpe diem
Ontem me deparei com um dado que está aí pra todo mundo ver, mas que a gente nem se dá conta: o total de fins de semana que temos por ano. São 48. Isso mesmo, 48! Dos 365 dias do ano apenas 96 são "fim de semana", que podemos dedicar ao ócio, à diversão e ao prazer. Isso quando não temos compromissos não tão desejados nestes dias.
Por isso, temos que aproveitar muuuito esses dias tão raros! Está certo, temos também feriados, férias e os prazeres a que nos damos direito no meio da correria da semana, mas mesmo assim quando uma amiga falou, assim como quem não quer nada, no meio da conversa, que o ano tem 48 fins de semana achei pouco, muito pouco. E logo pensei: "É preciso aproveitar mais". Então, lembrem-se sempre de mim quando forem fazer alguma coisa divertida nos próximos 47 fins de semana de 2007!
Por isso, temos que aproveitar muuuito esses dias tão raros! Está certo, temos também feriados, férias e os prazeres a que nos damos direito no meio da correria da semana, mas mesmo assim quando uma amiga falou, assim como quem não quer nada, no meio da conversa, que o ano tem 48 fins de semana achei pouco, muito pouco. E logo pensei: "É preciso aproveitar mais". Então, lembrem-se sempre de mim quando forem fazer alguma coisa divertida nos próximos 47 fins de semana de 2007!
domingo, janeiro 07, 2007
Bricando com a não ogrice dos outros
Há algum tempo, descobri que uma amiga é muito fresca com relação à limpeza do lugar onde ela vai comer. Pra se ter uma idéia, ela nunca tinha comido no Beirute porque achava que o lugar era "meio" sujo. Mas eu já fiz ela superar esse trauma, só não sei se ela vai voltar lá de novo. Descobri essa característica dela quando trabalhávamos juntas. Fiquei sabendo que ela foi acompanhar umas amigas nossas até um trailer próximo que vende tapioca e não teve coragem sequer de sentar na mesinha... Comer, então, seria impensável.
Bom, lembrei dela porque outro dia fomos ao Acarajé da Rosa e uma amiga nossa pediu um caldo de sururu. A aparência realmente não é das melhores e tem que ter estômago forte, eu reconheço. Eu tomei algumas colheradas e fiquei arrotando aquele negócio por horas. Tá certo que eu já tinha comido um acarajé antes... Enfim, muitos na mesa estranharam a iguaria. Então, minha amiga passou a cumbuca pra que o pessoal pudesse provar. Uns não tiveram coragem, até aí tudo bem. Aí chega a vez da amiga que nunca tinha comido no Beirute e o que ela diz? - "Eca! com a mesma colher!!" e passa o caldo adiante. Caramba! só tinha amigos! [Meu pai que tem dessas coisas, não compartilha talheres e copos nem com os filhos... acha falta de educação e anti-higiênico. ?!!]
Depois de rodar a mesa, o caldo chega às minhas mãos. Eu não podia deixar isso passar em branco, né? E aí falo com ela que realmente com a mesma colher é nojento. E meto a língua no caldo. Ai, eu me divirto! A cara dela e da maior parte das pessoas foi uma coisa. E aí eu e a minha amiga dona da cumbuca lambemos o caldo juntas pro pessoal tirar foto.
Meu projeto "quero ser uma lady" parece que vai ficar mesmo só na intenção...
Bom, lembrei dela porque outro dia fomos ao Acarajé da Rosa e uma amiga nossa pediu um caldo de sururu. A aparência realmente não é das melhores e tem que ter estômago forte, eu reconheço. Eu tomei algumas colheradas e fiquei arrotando aquele negócio por horas. Tá certo que eu já tinha comido um acarajé antes... Enfim, muitos na mesa estranharam a iguaria. Então, minha amiga passou a cumbuca pra que o pessoal pudesse provar. Uns não tiveram coragem, até aí tudo bem. Aí chega a vez da amiga que nunca tinha comido no Beirute e o que ela diz? - "Eca! com a mesma colher!!" e passa o caldo adiante. Caramba! só tinha amigos! [Meu pai que tem dessas coisas, não compartilha talheres e copos nem com os filhos... acha falta de educação e anti-higiênico. ?!!]
Depois de rodar a mesa, o caldo chega às minhas mãos. Eu não podia deixar isso passar em branco, né? E aí falo com ela que realmente com a mesma colher é nojento. E meto a língua no caldo. Ai, eu me divirto! A cara dela e da maior parte das pessoas foi uma coisa. E aí eu e a minha amiga dona da cumbuca lambemos o caldo juntas pro pessoal tirar foto.
Meu projeto "quero ser uma lady" parece que vai ficar mesmo só na intenção...
quarta-feira, janeiro 03, 2007
A virada
Quanto ao meu ano novo... fui pra um sítio de uns amigos dos meus pais. E nem meu amigo, que é filho deles, estava lá. Ficamos lá, eu, minha irmã, meu irmão e seus respectivos, no verdadeiro baile da terceira idade.
Derrota total! Mas como não me deixo abater, caí na dança com a coroada. Até de trenzinho participei. De bom mesmo só a comida da amiga da minha mãe... O melhor é pensar que o programa furado do ano já passou... agora 2007 só terá diversão!
Derrota total! Mas como não me deixo abater, caí na dança com a coroada. Até de trenzinho participei. De bom mesmo só a comida da amiga da minha mãe... O melhor é pensar que o programa furado do ano já passou... agora 2007 só terá diversão!
segunda-feira, janeiro 01, 2007
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